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À
luz da Bíblia, doutrina é o ensino bíblico
normativo, terminante, final, derivado das Sagradas
Escrituras, como regra de fé e prática
de vida, para a igreja, para seus membros. Ela é
vista na Bíblia como expressão prática
na vida do crente. As doutrinas da Palavra de Deus são
santas, divinas, universais e imutáveis.
A palavra "doutrina" vem do latim doctrina,
que significa "ensino" ou "instrução”,
e se refere às crenças de um grupo particular
de crentes ou mesmo de partidários. O Velho Testamento
usa a palavra leqach, que vem do verbo laqach, "receber".
O sentido primário é "o recebido".
Aparece com o sentido de "doutrina" ou "ensinamento",
como lemos "Goteje a minha doutrina como a chuva"
(Dt 32.2); "A minha doutrina épura"
(Jó 11.4); "Pois vos dou boa doutrina; não
deixeis a minha lei" (Pv 4.2). Com o passar do
tempo a palavra veio significar o ensino de Moisés
que se encontra no Pentateuco.
As palavras gregas para "doutrina", no Novo
Testamento, são didaque e didaskalia, que significam
"ensino". Essas palavras transmitem a idéia
tanto do ato de ensinar como da substância do
ensino. A primeira aparece para indicar os ensinos gerais
de Jesus: "E aconteceu que, concluindo Jesus este
discurso, a multidão se admirou da sua doutrina"
(Mt 7.28). "Jesus respondeu e disse-lhes: A minha
doutrina não é minha, mas daquele que
me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele,
pela mesma doutrina, conhecerá se ela é
de Deus ou se eu falo de mim mesmo” (Jo 7.16,17).
A mesma palavra aparece para "doutrina dos apóstolos"
(At 2.42), que parece ser uma indicação
das crenças dos apóstolos. A segunda tem
o mesmo sentido e aparece em Mateus 15.9 e Marcos 7.7.
É, portanto, nas epístolas pastorais que
elas aparecem com o sentido mais rígido de crenças
ou corpo doutrinal da igreja - a Teologia propriamente
dita.
O que é Credo? Credo vem do latim e significa
"creio", e desde muito cedo na história
do Cristianismo é mais que um conjunto de crenças.
É uma confissão de fé. Ele tem
como objetivo sintetizar as doutrinas essenciais do
cristianismo para facilitar as confissões públicas,
conservar a doutrina contra as heresias e manter a unidade
doutrinária. Encontramos no Novo Testamento algumas
declarações rudimentares de confissões
fé: A confissão de Natanael (Jo 1.50);
a confissão de Pedro (Mt 16.16; Jo 6.68); a confissão
de Tomé (Jo 20.28); a confissão do Eunuco
(At 8.37); e artigos elementares de fé (Hb 6.1-2).
O IBETEL crê:
O IBETEL professa fé pentecostal alicerçada
fundamentalmente no que se segue:
Cremos em um só Deus eternamente subsistente
em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito
Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Na inspiração verbal da Bíblia
Sagrada, única regra infalível de fé
normativa para a vida e o caráter cristão
(2Tm 3.14-17).
No nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária
e expiatória, em sua ressurreição
corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa
aos céus (Is 7.14; Rm 8.34; At 1.9).
Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória
de Deus, e que somente o arrependimento e a fé
na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo
é que o pode restaurar a Deus (Rm 3.23; At 3.19).
Na necessidade absoluta no novo nascimento pela fé
em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo
e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do reino
dos céus (Jo 3.3-8).
No perdão dos pecados, na salvação
presente e perfeita e na eterna justificação
da alma recebidos gratuitamente na fé no sacrifício
efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43;
Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9).
No batismo bíblico efetuado por imersão
do corpo inteiro uma só vez em águas,
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19;
Rm 6.1-6; Cl 2.12).
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver
vida santa mediante a obra expiatória e redentora
de Jesus no Calvário, através do poder
regenerador, inspirador e santificador do Espírito
Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas
do poder de Jesus Cristo (Hb 9.14; 1Pe 1.15).
No batismo bíblico com o Espírito Santo
que nos é dado por Deus mediante a intercessão
de Cristo, com a evidência inicial de falar em
outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5;
2.4; 10.44-46; 19.1-7).
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos
pelo Espírito Santo à Igreja para sua
edificação conforme a sua soberana vontade
(1Co 12.1-12).
Na segunda vinda premilenar de Cristo em duas fases
distintas. Primeira - invisível ao mundo, para
arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da grande
tribulação; Segunda - visível e
corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre
o mundo durante mil anos (1Ts 4.16.17; 1Co 15.51-54;
Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 14).
Que todos os cristãos comparecerão ante
ao tribunal de Cristo para receber a recompensa dos
seus feitos em favor da causa de Cristo, na terra (2Co
5.10).
No juízo vindouro que recompensará os
fiéis e condenará os infiéis, (Ap
20.11-15).
E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis
e de tristeza e tormento eterno para os infiéis
(Mt 25.46).
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