| COMO SERÁ O JUÍZO FINAL?
O juízo final será o último acontecimento para o homem antes da eternidade. Homens e mulheres, ricos e pobres, jovens e idosos, a Bíblia diz que todos os ímpios serão ressuscitado dentre os mortos para enfrentar o juízo final.
Aqueles que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida serão lançados no lago de fogo e serão atormentados pelos séculos dos séculos.
O juízo final é ponto final do pecado do homem, o juízo final será o início da perdição para aqueles que rejeitaram a palavra de Deus, o juízo final será doloroso e colocará o homem ímpio no lugar de maior sofrimento, o inferno.
Os sinais do fim dos tempos está em todas as partes: fome, miséria, homossexualismo, violência, guerras, ocultismo, desespero, terremotos, tsunames... tantos são os sinais.
Jesus nos deu todas as dicas necessárias para que pudéssemos ficar atentos. O texto abaixo ajudará você a entender melhor como será o fim e o juízo final.
I OS CRISTÃOS REINAM POR MIL ANOS
Texto Bíblico (Ap 20.1-6)
1 O Então, observei que desceu do céu um anjo com a chave do Abismo e uma grande corrente em sua mão: 2 Ele prendeu o Dragão, a antiga Serpente, que é o Diabo, Satanás' e o amarrou por mil anos. 3 Lançou-o no Abismo, onde o fechou e pôs um selo sobre ele, para que não enganasse mais as nações, até que os mil anos se completassem. Depois disso, é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo. 4 Olhei e vi alguns tronos, e foi entregue o poder de julgar aos que neles se assentaram; e vi as almas dos que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus, os que não adoraram a Besta nem tampouco a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem nas mãos. Eles reviveram e reinaram com Cristo durante mil anos. 5 Entretanto, os demais mortos não reviveram, até que se completassem os mil anos. Está é, pois, a primeira ressurreição. 6 Bem-aventurados e santos os que tomam parte da primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder algum sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele pelo período de mil anos (grifo nosso).
Comentário (Ap 20. 1-6)
V.1. Os três capítulos finais de Apocalipse fazem uma reflexão sobre os principais assuntos dos primeiros três capítulos de Gênesis. O livro das origens dialoga com livro do final dos tempos e da nova criação (21.1). A expressão grega “Abismo” transmite o sentido de algo “muito profundo”, onde estão presos os espíritos rebeldes, reservados para o dia do juízo (Ap 9.1-2; 1Pe 3.19; Jd 6). Ali será lançado o Diabo e seus anjos antes do Milênio.
V.2. Consideramos esse tempo como um período literal e exato de mil anos - o MILÊNIO (em latim mille annus). Não há como negar que seja um tempo longo (do ponto de vista humano), em que Jesus Cristo e os salvos reinarão sobre a terra, substituindo o império do anticristo e de seus asseclas e simpatizantes. Cumprindo perfeitamente mais essas profecias escatológicas do AT, preanunciando o julgamento final, o fim da terra e da humanidade como as conhecemos hoje, e o início de um novo mundo, onde habitarão os seres humanos salvos (Sl 72.1-20; Is 63; Jr 23.5-7; 33.14-16; Ez 36.16-18; caps. 40 a 48; Zc 6,12-14; Dn 7.1:28; Mq 4.1-4; Mt 25,31-32; 1Co 15.24-28).
V.4. Todos os salvos (santos) compartilham do reinado de Cristo (MILÊNIO), o Leão da tribo de Judá (Ap 5.5), não apenas os mártires e aqueles que ministram - em tempo integral - a serviço do Senhor e da Igreja (Dn 9.7). Tronos; e assentaram-se sobre eles. Aqueles que se assentam nos tronos são provavelmente os vencedores oriundos de todos os tempos (Ap 2.7) e possivelmente incluem os santos do Antigo Testamento (Ez 37.11-14; Ef 2.14-22; 3.6; Hb 11.39,40). Aqueles que "viveram" (isto é, voltaram à vida) depois da volta de Cristo são, conforme é declarado, os que foram fiéis a Ele e que morreram durante a tribulação (6.9; 12.17). João não menciona a ressurreição dos santos da igreja que morreram, porque ela já ocorreu quando Cristo retirou sua igreja da terra e a levou ao céu (Jo 14.3 ; 1Co 15.51; ver o estudo no final deste texto “O Arrebatamento da Igreja”).
V.5. Haverá uma primeira ressurreição, a dos justos (Lc 14.14), que precederá o arrebatamento de todos os que estiverem vivos no exato momento do glorioso retorno de Cristo (1Ts 4.16-17; 1Co 15.52, veja estudo complementar “Arrebatamento da Igreja”). É importante notar que todos os seres humanos ressuscitarão e serão julgados por suas obras. Os justos, primeiro, os que acolheram com sinceridade o dom da Salvação em Cristo e, portanto, têm seus nomes inscritos no Livro da Vida, logo após o Arrebatamento da Igreja. Esse julgamento será apenas para entrega de galardão (ler 1Co 3.11-15; 2Co 5.6.10, veja detalhes no final deste texto Julgamento dos Crentes). Depois de um tempo, os ímpios (os incrédulos que rejeitaram ou menosprezaram a dádiva da Salvação), a fim de serem lançados no lago de fogo perpétuo (v.12; Dn 12,2; Jo 5.29; Ap 20.11-15). Entenda-se como perpétuo algo interminável, eterno, sem retorno, essa é a segunda morte (Ap 20.14).
Ap 20.4 “Reinaram com Cristo durante Mil Anos”. Este reino de Cristo por mil anos é, às vezes, chamado "o milênio", termo de origem latina que significa "mil anos".
As características deste reino são as seguintes: Foi predito no Antigo Testamento (Is 9.6; 65.19-25; Dn 7.13,14; Mq 4.1-8; Zc 14.1-9; cf. Ap 2.25-28). Satanás estará preso.
Do reino milenial de Cristo participarão os salvos da igreja (Ap 2.26,27; 3.21; 5.10; 20.4), e, possivelmente, os santos ressurretos do Antigo Testamento (ver Ez 37.11-14; Ef 2.14-22; Hb 11.39,40), e os santos mártires da tribulação.
O povo do milênio a ser governado por Cristo consistirá dos que permanecerem fiéis a Ele durante a tribulação e até à sua vinda; e dos que nascerem durante o milênio (Ap 14.12; 18.4; Is 65.20-23; ver Mt 25.1). Nenhum inconverso entrará nesse reino (Ap 19.21).
Aqueles que reinarem com Cristo terão autoridade sobre todas as nações, e servirão e governarão Israel e as demais nações (Ap 20.6; 3.21; 5.10; 20.6; Mt 19.28; ver Sf 3.9-20).
Haverá paz, segurança, prosperidade e justiça em toda a terra (Is 2.2-4; Mq 4.4; Zc 9.10; ver Zc 2.5; 9.8).
A natureza será restaurada à sua condição original, de ordem, perfeição e beleza (Sl 96.11-13; 98.7-9; Is 14.7,8; 35.1,2,6,7; 51.3; 55.12,13; 65.25; Ez 34.25; Rm 8.18-23; ver Is 65.17-25; Ez 36.8-15; Zc 14.8).
Todos que optarem pela senda da impiedade, da rebelião e da desobediência serão castigados (Ap 20.7-10).
No fim dos mil anos, o reino será entregue ao Pai, por Jesus (1Co 15.24); então começará o reino final, eterno e perfeito de Deus e do Cordeiro (21.1-22.5).
V.6. A primeira morte é a simples morte física e a conseqüente separação da alma e espírito do corpo. A segunda morte é definitiva e eterna; tem a ver com a separação da alma e espírito humano do doador da vida: o Senhor Deus (Ap 20.14; 21.8). Não haverá mais retorno desta condição!
II A DESTRUIÇÃO TOTAL DE SATANÁS (Ap 20.7-10)
Texto Bíblico (Ap 20.7-10)
7 Quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, 8 e sairá para seduzir as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a grande guerra. 9 Então, as nações marcharam por toda a superfície da terra e cercaram o acampamento dos santos, a Cidade Amada; todavia, um fogo desceu do céu e as devorou. O Diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido confinados a Besta e o Falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos.
Comentário (Ap 20.7-10)
20.7 Satanás será solto. No fim do reino de Cristo, Satanás será solto. O próprio Satanás, enganando-se ao ponto de supor que ainda poderá derrotar a Deus, sairá a enganar aqueles que quiserem rebelar-se contra o reino de Cristo, e ajuntará uma multidão de semelhantes rebeldes. "Gogue e Magogue" (v. 8; expressão oriunda de Ez 38,39), representa as nações do mundo rebeladas contra Deus e a sua justiça.
V.8,9,10. Satanás, como todo narciso, egoísta e arrogante, não pode aprender nem mudar, pois crê que tudo sabe e de nada precisa. Após mil anos, ele sai, e sua ambição e métodos não se alteraram desde Gn 3 até ser aprisionado, por gerações e gerações, em Ap 20. Satanás continua a usar suas armas mais poderosas: a sedução, o engano e a mentira (Jo 8.44; lJo 2.22) contra a humanidade, porque sabe que o ser humano é profundamente corrupto e pecaminoso. Nem mesmo todas as experiências vividas pela humanidade com Cristo, e os mil anos da mais absoluta prosperidade mundial, evitarão com que pessoas de várias nações (simbolizadas por dois nomes enigmáticos: Gogue e Magogue - Ez caps. 38 e 39) voltem a cair nas artimanhas do Diabo para se rebelarem contra Deus. Contudo, da mesma forma como a Besta, o Falso profeta e a Prostituta, o Inimigo de Deus e da humanidade será igualmente derrotado, humilhado e atirado no lago de fogo, que perpetuamente o destruirá. O Diabo ainda reclamará o juízo e o castigo eterno de Deus sobre todos quantos enganou durante o milênio.
III O JULGAMENTO DOS MORTOS
Texto Bíblico (Ap 20. 11-15)
11 Em seguida, observei um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, a terra e o céu fugiram da sua presença e não foi achado lugar para eles. 12 Vi também os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono e alguns livros foram abertos. Então, abriu-se um outro livro; o Livro da Vida, e os mortos foram julgados pelas observações que estavam registradas nos livros, de acordo com as suas obras realizadas, 13 O mar entregou os mortos que jaziam nele, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e um por um foi julgado em conformidade com o que tinha feito. 14 Então, a morte e o Hades foram atirados no lago de fogo. Esta é á segunda morte: o lago de fogo! 15 E todo aquele cujo nome não foi encontrado escrito no Livro da Vida foi lançado no lago de fogo.
Comentário (Ap 20. 11-15)
V.11. Fugiu a Terra e o Céu. Trata-se de uma referência à destruição do universo e à criação de novo céu e nova terra (Ap 21.1; cf. Is 51.6; 2Pe 3.7,10-12).
V.12. Logo após o tempo do "milênio" (vv.2-6); acontecerá a ressurreição dos ímpios para o juízo do lago de fogo. O critério deste grande julgamento será comportamental, ou seja, contará tudo quanto o incrédulo realizou por meio da sua mente e corpo (Ap 20.13), o que significa que as culpas corresponderão aos pecados e maldades que cada pessoa praticou em vida (Lc 12.47; Rm 2.6). Entretanto, no Livro da Vida (uma metáfora do registro dos nomes dos salvos no céu), encontram-se os nomes de todos os que creram sinceramente na pessoa e obra de Cristo, e, portanto, foram salvos do juízo final pela graça de Deus-Pai (Êx 32.32,33; Jo 1.12).
V.13. A palavra grega original "Hades", quase sempre traduz o termo hebraico transliterado Sheol, cujo sentido no Antigo Testamento tem a ver com as "profundezas onde jazem os mortos", e pode ser traduzida no Novo Testamento por "inferno", "sepulcro", "morte" ou "profundezas", assim como no Ap 20.14.
V. 14. Lago de Fogo. A Bíblia descreve um quadro terrível do destino dos perdidos. (1) Fala de "tribulação e angústia" (Rm 2.9), "pranto e ranger de dentes" (Mt 22.13; 25.30), "eterna perdição" (2Ts 1.9) e "fornalha de fogo" (Mt 13.42,50). Fala das "cadeias da escuridão" (2 Pe 2.4), do "tormento eterno" (Mt 25.46), de um "inferno" e de um "fogo que nunca se apaga" (Mc 9.43), de um "ardente lago de fogo e de enxofre" (19.20) e onde "a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso, nem de dia nem de noite" (14.11). Realmente, "horrenda coisa é cair nas mãos de Deus vivo" (Hb 10.31); "bom seria para esse homem se não houvera nascido" (Mt 26.24; ver também Mt 10.28 nota). (2) Os crentes do NT tinham nítida consciência do destino de quem vive no pecado. Por essa razão eles pregavam com lágrimas (ver Mc 9.24; At 20.19) e defendiam a Palavra infalível de Deus e o evangelho da salvação contra todas as distorções e as falsas doutrinas (ver Fp 1.17; 2Tm 1.14). (3) O sinistro fato do castigo eterno para os ímpios é a maior razão para levar o evangelho a todo o mundo, e fazer o máximo possível para persuadir as pessoas a arrependerem-se e a aceitarem a Cristo antes que seja tarde demais (Jo 3.16)
Um abraço do seu irmão
Pr. Vicente Leite
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