| INTRODUÇÃO
Mesmo após a efusão do Espírito Santo o Evangelho propagou-se somente entre judeus e prosélitos do judaismo. Porque preconceitos de longa data levantavam obstáculos entre judeus, samaritanos e também com os gentios. Uma das obras mais importantes do Espírito Santo para a propagação do Evangelho foi o rompimento dessas barreiras.
1. OS SAMARITANOS REJEITAM JESUS
A indisposição entre Samaritanos e Judeus era tamanha e foi demonstrada em certa ocasião quando numa de suas aldeias se recusam receber Jesus. Em contrapartida, os discípulos desejaram que fogo dos céus os consumisse (Lc 9. 51-56). E assim, alem de revelar aversão àqueles, apresentaram uma posição diferente da qual tiveram depois que o Espírito Santo os capacitou para romper a antiga rixa cultural.
2 FILIPE EM SAMARIA
Ali, sua pregação e seus milagres no poder do Espírito convenceram o povo. Muitos foram batizados nas águas para testemunho de sua fé (At 8.5-8,12).
Porém, nenhum deles, recebeu o batismo com o Espírito Santo antes que os apóstolos viessem e orassem, e impusessem as mãos sobre eles (At 8.14-17). Mais uma barreira foi vencida, o poder do Espírito superou a muralha cultural entre judeus e samaritanos (cf. At 8.25).
3 EVIDÊNCIA CONVINCENTE (At 10.45-47)
Certa ocasião, a evidência do Batismo com o Espírito Santo, tornou-se necessário para suplantar outro preconceito. Nenhuma outra barreira à expansão do evangelho foi tão grande quanto à que existia entre os judeus e os gentios. O preconceito de Pedro era tamanho, que o Senhor repetiu por três vezes uma visão, a fim de torná-lo sensível à voz do Espírito para entrar na casa do centurião romano, Cornélio (At 10.16,19).
Pedro sabia que tal fato não seria aceito por seus companheiros de Jerusalém. Então, convidou seis cristãos judeus como testemunhas dos acontecimentos que se dariam na casa de Cornélio (At 10.23; 11,12). O tornar-se cristão nunca remove imediatamente os preconceitos.
Enquanto Pedro falava, o Espírito Santo desceu sobre todos, estando presentes os amigos e os parentes de Cornélio. Os companheiros de Pedro ficaram atônitos, porque o Batismo com o Espírito Santo fora concedido também aos gentios (At 10.45). Vemos aí que o mover do Espírito, além de remover barreiras, deixa o homem maravilhado ante o poder de Deus manifesto quando a igreja evangeliza.
Não é o momento de pensarmos em nossas muralhas? Barreiras erguidas ao longo dos tempos e que só o Espírito Santo poderá romper?
Da mesma forma que os discípulos, presos ao seu nacionalismo, tiveram sua visão ampliada no pentecostes, faze-se necessário que a Igreja hodierna receba um mover do Espírito Santo para o evangelismo, antes do tão esperado arrebatamento.
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