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Há uma
falácia por parte de pseudos teólogos de que “Deus
não existe”. Justificam tal raciocínio pelo
fato de que Deus não foi criado, “e o que existe é
só o que foi criado”, asseguram. Raciocinar desta forma
é apenas sofismar e delirar acerca do que não conhece.
Deus existe não porque tenha sido criado, mas pelo fato de
sempre ter existido.
A
Bíblia não procura oferecer-nos qualquer prova racional
quanto à existência de Deus! Pelo contrário:
ela já começa tomando a sua existência como
pressuposição básica: "No princípio,
Deus" (Gn 1.1). Deus existe! Ele é o ponto de partida.
Por toda a Bíblia, há evidências substanciais
em favor de sua existência. Se de um lado "disseram os
néscios no seu coração: Não há
Deus" (SI 14.1); por outro: "os céus manifestam
a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas
mãos" (SI 19.1). Deus se tornou conhecido mediante o
seu ato de criar e de sustentar tudo quanto existe. Ele dá
vida, alento (At 17.24-28), alimento e alegria (At 14.17). Essas
ações são acompanhadas por palavras que interpretam
o seu significado e relevância, fornecendo um registro que
explica sua presença e propósito. Deus também
revela a sua existência através do ministério
dos profetas, sacerdotes, reis e servos fiéis. Finalmente,
Deus se revelou claramente a nós mediante o Filho e por intermédio
do Espírito Santo que em nós habita.
Os
que, entre nós, acreditam que Deus haja se revelado nas Escrituras,
descrevem a Deidade única e verdadeira tendo como base sua
auto-revelação. Vivemos, todavia, num mundo que, via
de regra, não aceita esse conceito da Bíblia como
fonte primária de informação. E são
muitas as pessoas que preferem confiar na engenhosidade e percepção
humanas para lograrem alcançar uma descrição
particular da Deidade.
Sob
o ponto de vista secular de se entender a história, a ciência
e a religião, a teoria da evolução tem sido
aceita por muitos como fato fidedigno. Segundo essa teoria, à
medida que os seres humanos foram evoluindo, também evoluíram
suas crenças religiosas e seus modos de expressá-las.
A religião é apresentada como um movimento que parte
de práticas e crenças simples para as mais complexas.
Os seguidores da teoria da evolução dizem que a religião
começa no nível do animismo - a crença de que
poderes sobrenaturais, ou espíritos desencarnados, habitam
nos objetos naturais e físicos. Tais espíritos, segundo
suas próprias vontades malignas, teriam influência
sobre a vida humana. O animismo evoluiu-se até transformar-se
no politeísmo simples, no qual certos poderes sobrenaturais
são considerados deidades. O passo seguinte, ainda segundo
os evolucionistas, é o henoteísmo: uma das deidades
atinge uma posição de supremacia sobre todos os demais
espíritos, e é adorada em detrimento das outras. Segue-se
a monolatria, quando as pessoas optam por adorar um só dos
deuses, sem, porém, negar a existência dos demais.
A
conclusão lógica (segundo essa teoria) é o
monoteísmo que surge somente quando as pessoas evoluem-se
ao ponto de negar a existência de todos os demais deuses e
de adorar uma única deidade. As pesquisas realizadas pelos
antropólogos e pelos missiologistas neste século,
demonstram com clareza que essa teoria não é corroborada
pelos fatos históricos, nem pelo estudo cuidadoso das culturas
"primitivas" contemporâneas. Quando os seres humanos
criam um sistema de crenças segundo seus próprios
desígnios, ele não tende a se desenvolver em direção
ao monoteísmo, mas, sim, ao animismo e à crença
em vários deuses. A tendência é cair no sincretismo,
acrescentando-se a estes deidades recém descobertas ao conjunto
das que já são adoradas.
Em
contraste com a evolução, temos a revelação.
Servimos a um Deus que tanto age quanto fala. O monoteísmo
não é o resultado do caráter humano evolucionário,
mas do desvendamento que Deus fez de si mesmo. A revelação
divina é progressiva na sua natureza à medida que
Deus se revelou através dos registros bíblicos. Já
no dia de Pentecostes, após a ressurreição
e ascensão de Cristo, temos a prova de que Deus realmente
se manifesta ao seu povo em três Pessoas distintas. Nos tempos
do Antigo Testamento, porém, a prioridade era estabelecer
o fato de que há um só Deus em contraste com os inúmeros
deuses cultuados pelos vizinhos de Israel, em Canaã, no Egito
e - na Mesopotâmia.
Através
de Moisés, essa verdade foi proclamada: "Ouve, Israel,
o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR" (Dt 6.4).
A existência de Deus e a sua atividade contínua não
dependiam do seu relacionamento com qualquer outro deus, ou criatura.
Pelo contrário: nosso Deus podia simplesmente "ser",
optando por chamar o homem a estar ao seu lado (não porque
Ele precisasse de Adão, mas porque este precisava de Deus).
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